
A combinação entre um ambiente doméstico menos favorável e menor previsibilidade no ambiente externo reduziu a estabilidade do fluxo de pedidos, levando a indústria brasileira de móveis e colchões a ajustes operacionais que se intensificaram na reta final do ano.
Os dados da “Conjuntura de Móveis – Edição Janeiro 2026”, estudo desenvolvido pelo IEMI com exclusividade para a ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário), mostram que 2025 encerrou com desempenho abaixo do esperado no início do ano: a produção perdeu ritmo no acumulado, o consumo interno desacelerou e o varejo terminou o período em nível inferior ao de 2024, enquanto o comércio exterior avançou de forma limitada e passou por uma reconfiguração relevante de destinos.
A leitura mês a mês ajuda a entender o que mudou. Até o terceiro trimestre, a indústria brasileira de móveis sustentava avanço moderado, mas, a partir de agosto, a dinâmica passou a refletir um duplo ajuste: de um lado, a demanda doméstica por bens duráveis seguiu mais seletiva, diante de condições de crédito e orçamento doméstico mais limitados; de outro, o ambiente externo se tornou mais restritivo com a adoção de tarifas adicionais pelos Estados Unidos, que subiram de 10% para 50% em grande parte das categorias de produtos, elevando a incerteza comercial no principal destino e pressionando decisões de produção, emprego e investimentos.
Produção e consumo aparente confirmam
perda de ritmo no acumulado
Em novembro de 2025, a produção de móveis e colchões alcançou 38,6 milhões de peças, com queda de 7,2% em relação a outubro (mês tradicionalmente de antecipação de produção para a agenda de datas promocionais do último bimestre). No acumulado de janeiro a novembro, o indicador registrou recuo de 0,9% na comparação com o mesmo período de 2024; em 12 meses, acumulou -0,4%.
O mês a mês evidencia a inflexão do segundo semestre. Em outubro, a produção havia atingido 41,4 milhões de peças (+6,1% sobre setembro), mas o avanço não se sustentou na sequência, sinalizando que o quarto trimestre começou com correção de ritmo e maior cautela produtiva.
No acumulado de janeiro a novembro, o setor fabricou aproximadamente 404,0 milhões de peças, considerando a soma do volume produzido no período.
O consumo aparente somou 39,0 milhões de peças em novembro, com queda de 7,0% sobre outubro. No acumulado de janeiro a novembro, houve recuo de 0,7%, e em 12 meses, -0,4%. A participação dos importados foi de 6,0% em novembro, patamar que, em um mercado menos aquecido, tende a aumentar a pressão competitiva, especialmente por preço, ampliando a disputa no ponto de venda.
Receita industrial: avanço no acumulado,
correção no fim do ano
Em novembro, a receita da indústria foi de R$ 8,6 bilhões, com queda de 6,6% em relação ao mês anterior. No acumulado de janeiro a novembro, contudo, houve alta de 3,5% frente a igual período de 2024 e, em 12 meses, variação de +4,0%.
O resultado reforça uma característica frequente em ciclos de ajuste: a sustentação do valor não elimina o desafio quando volume e produtividade perdem fôlego, exigindo resposta estrutural em eficiência e competitividade.
Emprego e desafios de eficiência
O recuo da atividade no segundo semestre também aparece nos indicadores de trabalho. Em novembro, o emprego no setor caiu 0,8% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano (janeiro a novembro), o indicador permaneceu positivo, +7,1%; com alta de 4,2% em 12 meses, refletindo o avanço observado ao longo de 2025 antes do ajuste na reta final.
Isso porque a operação passou a calibrar esforço produtivo com mais intensidade no fim do ano. O número de horas trabalhadas caiu 6,3% em novembro frente a outubro, ainda que registre alta no acumulado. O ponto central, porém, é a produtividade: o indicador recuou 0,9% em novembro, acumulando queda de 8,0% no ano e -7,3% em 12 meses.
Investimentos: modernização fechou o ano em alta,
mas segundo semestre foi de pé no freio
Um dos sinais relevantes de 2025 veio do investimento em tecnologia: as importações de máquinas para fabricação de móveis encerraram o ano com alta de 32,8%. A trajetória ao longo do segundo semestre, porém, foi marcada por maior seletividade. A correção de ritmo da produção e o aumento das incertezas no ambiente externo passaram a influenciar decisões de modernização, que foram caindo ao longo do segundo semestre
Varejo reage em novembro, mas fecha o período abaixo de 2024, com efeito de calendário promocional
Por outro lado, as vendas de móveis no varejo tiveram forte alta em novembro: 39,3 milhões de peças, +29,1% sobre outubro; e R$ 12,9 bilhões em receita, +28,9% no mês. Ainda assim, o panorama do ano permanece negativo: no acumulado de janeiro a novembro, o varejo recuou 4,5% em volume e 1,4% em valor. Em 12 meses, as quedas foram de 3,7% (volume) e 0,7% (valor).
Varejo de Móveis (milhões de peças)
A leitura do mês dialoga com o calendário do consumo. Novembro concentra campanhas promocionais, com destaque para a Black Friday e ações de antecipação de compras, o que contribui para picos pontuais sem necessariamente reverter, sozinho, a tendência do acumulado.
Comércio exterior: crescimento anual limitado
e reconfiguração de destinos
No fechamento de 2025 (janeiro a dezembro), as exportações brasileiras de móveis e colchões somaram US$ 769,3 milhões, crescimento de 0,8% sobre 2024. O desempenho anual foi impactado pela volatilidade da reta final: em novembro, as exportações recuaram 8,2% (US$ 62,3 milhões), enquanto em dezembro houve avanço de 7,5% (US$ 66,9 milhões).
O ponto central, porém, é estrutural. Os Estados Unidos permaneceram como principal destino, mas encerraram 2025 com 23,5% de participação (US$ 181,0 milhões), demonstrando perda de espaço em relação ao ano anterior. Em contrapartida, mercados regionais ampliaram presença, com destaque para Uruguai (12,1%), Chile (7,4%), Argentina (5,9%) e Paraguai (5,7%).
Destino das Exportações
(acumulado do ano)
Dentre os principais mercados externos consumidores de móveis e colchões brasileiros, no período de janeiro a dezembro de 2025, destacaram-se as participações de Estados Unidos (23,5%), Uruguai (12,1%) e Chile (7,4%).
| Países | Jan-Dez/2023 | Jan-Dez/2024 | Jan-Dez/2025 | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| US$ mil | Part. (%) | US$ mil | Part. (%) | US$ mil | Part. (%) | |
| 1. Estados Unidos | 234.325 | 31,9% | 225.880 | 29,6% | 181.048 | 23,5% |
| 2. Uruguai | 80.053 | 10,9% | 83.311 | 10,9% | 93.043 | 12,1% |
| 3. Chile | 48.488 | 6,6% | 52.466 | 6,9% | 56.783 | 7,4% |
| 4. Argentina | 9.597 | 1,3% | 15.927 | 2,1% | 45.624 | 5,9% |
| 5. Paraguai | 29.166 | 4,0% | 33.656 | 4,4% | 43.649 | 5,7% |
| 6. Reino Unido | 47.614 | 6,5% | 45.016 | 5,9% | 37.709 | 4,9% |
| 7. Peru | 27.197 | 3,7% | 40.088 | 5,3% | 27.523 | 3,6% |
| 8. México | 11.972 | 1,6% | 20.507 | 2,7% | 26.812 | 3,5% |
| 9. França | 19.844 | 2,7% | 19.322 | 2,5% | 21.671 | 2,8% |
| 10. Porto Rico | 17.307 | 2,4% | 15.244 | 2,0% | 21.553 | 2,8% |
| Subtotal | 525.563 | 71,5% | 551.416 | 72,3% | 555.414 | 72,2% |
| Outros | 209.814 | 28,5% | 211.636 | 27,7% | 213.902 | 27,8% |
| Total | 735.376 | 100,0% | 763.052 | 100,0% | 769.317 | 100,0% |
Fonte: Secex (Ministério da Economia). Elaboração: IEMI.
Nota: Não inclui assentos para aviões e automóveis, nem partes para móveis e nem partes para assentos.
No recorte estadual das exportações de móveis e colchões, a pauta seguiu concentrada especialmente no Sul e no Sudeste.
Estados Exportadores
(acumulado do ano)
Dentre os principais estados exportadores de móveis e colchões brasileiros, no período de janeiro a dezembro de 2025, destacam-se Santa Catarina com 33,2% de participação, Rio Grande do Sul com 31,6% e Paraná com 18,7%.
| Estados | Jan-Dez/2023 | Jan-Dez/2024 | Jan-Dez/2025 | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| US$ mil | Part. (%) | US$ mil | Part. (%) | US$ mil | Part. (%) | |
| 1. Santa Catarina | 250.376 | 34,0% | 248.903 | 32,6% | 255.084 | 33,2% |
| 2. Rio Grande do Sul | 229.798 | 31,2% | 250.065 | 32,8% | 242.865 | 31,6% |
| 3. Paraná | 118.700 | 16,1% | 130.601 | 17,1% | 143.804 | 18,7% |
| 4. São Paulo | 102.614 | 14,0% | 103.777 | 13,6% | 102.796 | 13,4% |
| 5. Minas Gerais | 15.870 | 2,2% | 14.563 | 1,9% | 10.915 | 1,4% |
| 6. Espírito Santo | 3.324 | 0,5% | 3.070 | 0,4% | 3.312 | 0,4% |
| 7. Pernambuco | 3.030 | 0,4% | 3.071 | 0,4% | 3.198 | 0,4% |
| 8. Bahia | 3.604 | 0,5% | 2.922 | 0,4% | 2.420 | 0,3% |
| 9. Rio de Janeiro | 2.744 | 0,4% | 3.417 | 0,4% | 2.295 | 0,3% |
| 10. Pará | 2.063 | 0,3% | 825 | 0,1% | 438 | 0,1% |
| Subtotal | 732.122 | 99,6% | 761.214 | 99,8% | 767.128 | 99,7% |
| Outros | 3.254 | 0,4% | 1.837 | 0,2% | 2.189 | 0,3% |
| Total | 735.376 | 100,0% | 763.052 | 100,0% | 769.317 | 100,0% |
Fonte: Secex (Ministério da Economia). Elaboração: IEMI.
Nota: Não inclui assentos para aviões e automóveis, nem partes para móveis e nem partes para assentos.
Acordo Mercosul–União Europeia
aponta novos horizontes
No radar estratégico, o Acordo Mercosul–União Europeia entrou como variável relevante para os próximos ciclos. A assinatura formal ocorreu em 17 de janeiro de 2026, após sinal verde do Conselho da UE. O desenho do acordo é descrito como a criação de uma área de livre comércio de grande escala, com mercado superior a 720 milhões de consumidores. Ao mesmo tempo, o processo de ratificação enfrenta questionamentos legais e pode alongar prazos para a entrada em vigor.
Para o setor, o tema importa por duas razões: amplia a perspectiva de crescimento em um dos maiores mercados consumidores do mundo e reforça a necessidade de competitividade estrutural para disputar espaço tanto na Europa quanto no entorno regional do Mercosul.
Suprimentos: desempenho mais dinâmico
e novos vetores de demanda
Na vertical de componentes, fornecedores e máquinas, o comércio exterior apresentou avanço mais consistente. As exportações do segmento somaram mais de US$ 3,7 bilhões em 2025, crescimento de 5,0% sobre 2024.
Os Estados Unidos seguem como principal destino (31,3%), mas a composição mudou com o avanço de Singapura (11,9%) e Argentina (11,8%), reforçando uma diversificação mais pronunciada na cadeia de suprimentos.
Destino das Exportações
(acumulado do ano)
Dentre os principais mercados externos consumidores de componentes, fornecedores e máquinas brasileiras, no período de janeiro a dezembro de 2025, destacaram-se as participações de Estados Unidos (31,3%), Singapura (11,9%) e Argentina (11,8%).
| Países | Jan-Dez/2023 | Jan-Dez/2024 | Jan-Dez/2025 | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| US$ mil | Part. (%) | US$ mil | Part. (%) | US$ mil | Part. (%) | |
| 1. Estados Unidos | 1.286.113 | 37,2% | 1.432.156 | 40,0% | 1.178.743 | 31,3% |
| 2. Singapura | 17.980 | 0,5% | 80.238 | 2,2% | 448.410 | 11,9% |
| 3. Argentina | 486.206 | 14,1% | 396.822 | 11,1% | 443.795 | 11,8% |
| 4. Chile | 192.373 | 5,6% | 205.165 | 5,7% | 168.810 | 4,5% |
| 5. México | 167.067 | 4,8% | 181.735 | 5,1% | 166.015 | 4,4% |
| 6. Paraguai | 110.305 | 3,2% | 132.717 | 3,7% | 136.910 | 3,6% |
| 7. Colômbia | 66.875 | 1,9% | 73.241 | 2,0% | 80.797 | 2,1% |
| 8. Reino Unido | 79.003 | 2,3% | 89.915 | 2,5% | 80.001 | 2,1% |
| 9. Alemanha | 90.880 | 2,6% | 88.702 | 2,5% | 79.947 | 2,1% |
| 10. Países Baixos (Holanda) | 52.005 | 1,5% | 48.482 | 1,4% | 66.082 | 1,8% |
| Subtotal | 2.548.807 | 73,7% | 2.729.173 | 76,2% | 2.849.511 | 75,8% |
| Outros | 910.240 | 26,3% | 851.838 | 23,8% | 911.630 | 24,2% |
| Total | 3.459.047 | 100,0% | 3.581.011 | 100,0% | 3.761.140 | 100,0% |
Fonte: Secex (Ministério da Economia). Elaboração: IEMI.
Entre os estados exportadores do segmento, destacaram-se São Paulo (28,7%), Paraná (23,9%) e Santa Catarina (19,0%), confirmando a concentração em polos industriais com alta densidade produtiva e integração com mercados externos.
Estados Exportadores
(acumulado do ano)
Dentre os principais estados exportadores de componentes, fornecedores e máquinas brasileiros, no período de janeiro a dezembro de 2025, destacam-se São Paulo com 28,7% de participação, Paraná com 23,9% e Santa Catarina com 19,0%.
| Estados | Jan-Dez/2023 | Jan-Dez/2024 | Jan-Dez/2025 | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| US$ mil | Part. (%) | US$ mil | Part. (%) | US$ mil | Part. (%) | |
| 1. São Paulo | 1.065.710 | 30,8% | 1.043.192 | 29,1% | 1.081.095 | 28,7% |
| 2. Paraná | 986.723 | 28,5% | 1.067.320 | 29,8% | 897.343 | 23,9% |
| 3. Santa Catarina | 704.383 | 20,4% | 811.928 | 22,7% | 714.662 | 19,0% |
| 4. Espírito Santo | 3.923 | 0,1% | 8.816 | 0,2% | 307.503 | 8,2% |
| 5. Rio de Janeiro | 138.484 | 4,0% | 111.135 | 3,1% | 210.800 | 5,6% |
| 6. Pará | 179.599 | 5,2% | 174.761 | 4,9% | 193.368 | 5,1% |
| 7. Rio Grande do Sul | 147.894 | 4,3% | 148.040 | 4,1% | 133.937 | 3,6% |
| 8. Mato Grosso | 81.392 | 2,4% | 71.219 | 2,0% | 66.480 | 1,8% |
| 9. Rondônia | 48.993 | 1,4% | 48.080 | 1,3% | 65.893 | 1,8% |
| 10. Minas Gerais | 45.607 | 1,3% | 37.133 | 1,0% | 41.428 | 1,1% |
| Subtotal | 3.402.708 | 98,4% | 3.521.624 | 98,3% | 3.712.509 | 98,7% |
| Outros | 56.339 | 1,6% | 59.388 | 1,7% | 48.632 | 1,3% |
| Total | 3.459.047 | 100,0% | 3.581.011 | 100,0% | 3.761.140 | 100,0% |
Fonte: Secex (Ministério da Economia). Elaboração: IEMI.
Agenda 2026: previsibilidade, produtividade
e reposicionamento externo
O balanço de 2025 aponta uma agenda objetiva para 2026. No mercado interno, o desafio é recompor estabilidade para um setor sensível a crédito, renda e confiança do consumidor, reduzindo a volatilidade que encurta programação industrial.
No comércio exterior, o caminho passa por reposicionamento e inteligência comercial: diversificar destinos com estratégia, reduzir dependência de um único mercado e mitigar riscos associados a barreiras tarifárias, combinando planejamento, adequação técnica e construção de relacionamento comercial.
Do ponto de vista institucional, a atenção se volta também à agenda diplomática. Nesse contexto, a ABIMÓVEL, em parceria com a BMJ Consultores Associados, sob liderança do Dr. Welber Barral, tem colaborado de forma técnica com o Governo Federal para subsidiar ações voltadas à exclusão do setor do tarifaço americano ou, ao menos, à redução das alíquotas para patamares inferiores a 15%. A atuação inclui ainda apoio à entrada em vigor do Acordo Mercosul–UE, bem como o acompanhamento das tratativas com a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio) e Singapura, defendendo a intensificação do diálogo com o setor privado para definir prioridades na política comercial.
Resumo – Principais Indicadores do Setor Moveleiro
| Indicadores | Brasil | Minas Gerais | Paraná | Rio Grande do Sul | Santa Catarina | São Paulo |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Produção (Peças) – Novembro/25 | -7,2% | - | -10,9% | -3,3% | - | - |
| Consumo Aparente – Novembro/25 | -7,0% | - | -10,9% | -3,2% | - | - |
| Exportação (US$) – Dezembro/25 | 7,5% | 68,4% | 2,1% | -0,6% | 21,1% | 6,3% |
| Importação (US$) – Dezembro/25 | -4,2% | -9,2% | 1,4% | -1,8% | -12,0% | 6,9% |
| Participação dos Importados – Novembro/25 | 6,0% | - | 2,8% | 0,4% | - | - |
| Emprego – Novembro/25 | -0,8% | -0,10% | -0,27% | -0,41% | -0,51% | 0,06% |
| Varejo (Volume) – Novembro/25 | 29,1% | 10,0% | 16,8% | 31,1% | 27,5% | 18,7% |
| Varejo (Valores) – Novembro/25 | 28,9% | 8,7% | 16,6% | 33,3% | 27,4% | 19,2% |
MÓVEIS: O NOSSO NEGÓCIO!
Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (ABIMÓVEL)
Assessoria de Imprensa — press@abimovel.com | 14.99156-0238








