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Tarifa de 25% dos EUA pode acelerar a migração industrial do Brasil

  • Geral
  • 10 de agosto de 2026

Artigo publicado pelo Farmnews, assinado por Gilson Milde, aponta que as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros podem acelerar um movimento de migração industrial para o Paraguai que já vinha ganhando força antes das medidas comerciais.

Desde 22 de julho, uma tarifa adicional de 25% passou a atingir cerca de 4 mil produtos brasileiros, correspondentes a US$ 11 bilhões em exportações aos Estados Unidos, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) citados na publicação. Entre os segmentos mais expostos está o de madeira, com 83,1% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano alcançadas pela medida.

O cenário ganhou maior complexidade com uma segunda tarifa adicional, de 12,5%, aplicada a partir de 24 de julho a parte da pauta brasileira. De acordo com a análise, 3.985 produtos, equivalentes a US$ 10,8 bilhões em exportações, passaram a enfrentar uma carga adicional combinada de 37,5%.

Nesse contexto, o Paraguai surge como alternativa para empresas que precisam reavaliar sua estrutura produtiva. O país já reúne 232 empresas brasileiras operando sob o regime de maquila, cerca de 70% das companhias estrangeiras enquadradas no sistema. Entre os atrativos estão tributação de 1% sobre o valor agregado no país, energia competitiva, menor complexidade tributária e proximidade geográfica com o Brasil.

O artigo ressalta, entretanto, que transferir ou reexportar mercadorias pelo Paraguai não é suficiente para alterar sua origem. Para evitar as tarifas específicas aplicadas ao Brasil, seria necessária uma operação industrial efetiva no território paraguaio, com transformação substancial do produto e atendimento às regras de origem exigidas pelos Estados Unidos.

Às novas barreiras comerciais e à eventual necessidade de reorganizar suas cadeias produtivas. Mas a expressão realmente ficou vaga. Melhor deixar explícito:

Mais do que conferir urgência à internacionalização de etapas produtivas, as novas barreiras comerciais expõem o risco de deslocamento de investimentos, produção e empregos para fora do Brasil. Esse movimento, porém, não constitui uma alternativa simples ou imediata: transferir operações exige elevados investimentos, reorganização logística, desenvolvimento de fornecedores, adequação às regras de origem e capacidade de manter a competitividade no longo prazo. Diante desse cenário, cabe ao governo brasileiro reconhecer tanto a ameaça à base industrial nacional quanto os obstáculos enfrentados pelas empresas para responder ao aumento das barreiras comerciais, mobilizando políticas públicas, instrumentos de apoio e atuação diplomática capazes de mitigar os impactos das tarifas, preservar a produção no país e proteger uma indústria que gera emprego, renda e desenvolvimento.

Leia o conteúdo na íntegra: 

https://farmnews.com.br/politica/tarifa-de-25-dos-eua-pode-acelerar-a-migracao-industrial-do-brasil/

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