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Lula e Trump se reúnem nos Estados Unidos para discutir comércio bilateral e tarifas

  • Geral
  • 18 de maio de 2026

Encontro entre os presidentes abriu novas frentes de trabalho sobre comércio bilateral, tarifas e investigação norte-americana sob a Seção 301

No dia 07 de maio de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, D.C., em um encontro voltado à agenda comercial e diplomática entre os dois países. A reunião, que teve duração de cerca de três horas, foi seguida por declarações de Lula à imprensa na Embaixada do Brasil nos Estados Unidos.

Sem anúncio de acordos comerciais imediatos, a reunião concentrou-se na abertura de frentes de trabalho e na definição de encaminhamentos técnicos entre os ministérios envolvidos, especialmente diante das tensões tarifárias e das investigações comerciais conduzidas pelo governo norte-americano.

Entre os principais temas discutidos estiveram o comércio bilateral, as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, a investigação em curso sob a Seção 301, além de pautas ligadas à cooperação no combate ao crime organizado transnacional, iniciativas de cooperação aduaneira e a agenda de minerais críticos e terras raras.

Segundo o governo brasileiro, os ministros presentes avaliaram positivamente o encontro e participaram das discussões conforme suas áreas de competência, com metas estabelecidas para a continuidade das frentes de trabalho debatidas entre os dois países.

No eixo comercial

O ministro Márcio Elias Rosa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), conduziu as tratativas relacionadas aos investimentos bilaterais e aos desdobramentos da investigação conduzida pelos Estados Unidos sob a Seção 301.

Durante a reunião, o governo brasileiro reiterou às autoridades norte-americanas os dados já apresentados anteriormente, solicitando o encerramento da investigação e discutindo os impactos das tarifas aplicadas ao Brasil.

A expectativa do governo é que o tema volte a ser debatido entre as partes nos próximos 30 dias, mantendo aberto o diálogo sobre medidas tarifárias e parâmetros futuros para a relação comercial bilateral.

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