
Marcelo Prado, especialista em inteligência de mercado, abre o evento, no dia 4 de novembro, com uma discussão sobre como interpretar indicadores, identificar movimentos e transformar informação em decisões para a indústria
Nunca houve tantos dados disponíveis para orientar um negócio. Produção, vendas, preços, comportamento do consumidor, comércio exterior, concorrência, canais digitais, custos, estoques e tendências podem ser acompanhados em tempo quase real.
Mas, diante desse volume crescente de informações, surge uma questão essencial: como transformar dados em inteligência e inteligência em decisões estratégicas?
Ter acesso a informações não significa, necessariamente, tomar melhores decisões. O verdadeiro diferencial está na capacidade de interpretar dados, identificar tendências, antecipar movimentos e transformar conhecimento em ações concretas.
É essa perspectiva que estará em debate no Congresso Nacional Moveleiro 2026, em uma palestra que abordará o papel dos dados e da inteligência na construção de vantagem competitiva para a indústria moveleira.
Mais do que acompanhar números, o desafio é entender o que eles revelam sobre o mercado e, principalmente, o que fazer a partir deles.
É nesse contexto que Marcelo Prado, economista, especialista em Gestão Estratégica e sócio-diretor do IEMI – Inteligência de Mercado, abre a programação de palestras e painéis do Congresso Nacional Moveleiro 2026, no dia 4 de novembro, em Curitiba (PR).
Com o tema “Dados e informação na construção de vantagem competitiva”, Prado propõe discutir como empresas podem avançar da simples coleta de indicadores para uma leitura mais estruturada do mercado, que seja capaz de apoiar decisões sobre produção, vendas, posicionamento, investimentos e expansão.
Realizado pela Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) e pela ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário), o Congresso ocorre nos dias 4 e 5 de novembro, no Centro de Eventos do Sistema Fiep, e chega à sua 13ª edição sob o tema “Conexões”. E a primeira conexão proposta pela programação é justamente entre dados, contexto e decisão.
O que os números realmente estão dizendo
Se produção cai e faturamento cresce, o mercado está melhor ou pior?
A resposta depende do que existe por trás desses dois indicadores. No acumulado de janeiro a julho de 2026, por exemplo, a indústria moveleira produziu menos peças do que no mesmo período do ano anterior, mas faturou mais. A diferença pode envolver preços, composição do mix vendido, tíquete médio, repasse de custos e maior participação de produtos de valor agregado elevado.
Sozinho, portanto, o crescimento da receita não significa necessariamente expansão da atividade.
Nas exportações, a leitura também exige novamente ir além do resultado agregado. Embora os embarques tenham recuado 6,7% entre janeiro e agosto, a queda de cerca de 40% nas vendas para os Estados Unidos contrasta com o crescimento registrado pelo conjunto dos demais destinos. A pergunta deixa, então, de ser apenas “as exportações estão caindo?” e passa a incluir “onde estão crescendo, quais mercados estão absorvendo o produto brasileiro e que oportunidades podem surgir dessa redistribuição?”
É nesse tipo de interpretação que dados começam a se transformar em inteligência.
Da informação à decisão empresarial
Marcelo Prado quase quatro décadas de experiência em projetos de inteligência de mercado e assessoria empresarial, trajetória construída em torno da análise de mercados, desenvolvimento de estudos e apoio à formulação de estratégias para empresas e organizações.
À frente do IEMI, referência em inteligência de mercado em diferentes segmentos, acompanha indicadores relacionados à produção, consumo, varejo, preços, comércio exterior e comportamento dos mercados. Sua atuação inclui ainda centenas de palestras realizadas no Brasil e no exterior, além da experiência como assessor de entidades empresariais, colunista, professor e consultor.
No setor moveleiro, essa relação com a informação é particularmente próxima. O IEMI é responsável pela elaboração de estudos e relatórios desenvolvidos com exclusividade para a ABIMÓVEL e que acompanha indicadores fundamentais de toda a cadeia produtiva.
Mais do que reunir números, esse tipo de leitura ajuda a responder a perguntas que fazem parte da rotina dos negócios do setor: Como está a confiança do mercado? Há novos hábitos de compra emergindo? Quais canais estão ganhando espaço? Onde estão os sinais de mudança no consumo? Como a concorrência está se comportando? Quais mercados externos avançam e quais perdem participação? Entre muitas outras questões.
Informação também significa reduzir incertezas
Inteligência de mercado não elimina o risco de uma decisão empresarial. Mas pode diminuir o espaço ocupado por decisões baseadas apenas em percepção, experiência passada ou movimentos da concorrência.
Ao cruzar dados internos — como vendas, margens, estoques, regiões, clientes e canais — com informações externas sobre mercado, consumo e ambiente econômico, uma empresa consegue construir referências mais precisas para suas escolhas.
Isso pode influenciar questões tão diferentes como quanto produzir, quais linhas priorizar, onde investir, quando ajustar preços, quais canais desenvolver e para quais mercados direcionar esforços comerciais.
Em um setor composto por empresas de diferentes portes, perfis produtivos e mercados de atuação, não existe uma única resposta válida para todas. O valor da inteligência está justamente em permitir que cada negócio compreenda melhor sua própria posição dentro de um cenário mais amplo.
E, em momentos de maior volatilidade, essa capacidade ganha importância. Juros e crédito interferem no consumo de bens duráveis. Tarifas e barreiras comerciais podem mudar a competitividade de um produto de um mês para outro. Tecnologias alteram processos e canais de comercialização. Novos concorrentes entram no mercado. Consumidores mudam prioridades.
O dado registra o movimento. A análise procura explicar o que ele significa. E a estratégia define o que fazer a partir dele.
É esse percurso que estará em discussão no painel de abertura do Congresso Nacional Moveleiro 2026.
Informação como primeira conexão do Congresso
A escolha do tema para abrir a programação também dialoga com a proposta central desta edição. Sob o conceito “Conexões”, o Congresso parte da compreensão de que os diferentes desafios da indústria não podem ser tratados isoladamente. Produção está conectada ao mercado; mercado, ao comportamento do consumidor; vendas, aos canais; competitividade, à tecnologia, às pessoas, ao design e à capacidade de compreender o ambiente no qual a empresa opera.
Nesse sentido, a informação funciona como um dos elementos capazes de unir essas diferentes dimensões.
A apresentação de Marcelo Prado, portanto, abre dois dias de debates que avançam sobre mercado internacional, novas gerações, sucessão empresarial, cenário econômico, excelência operacional, vendas digitais, comércio exterior, diferenciação e geração de valor.
A agenda inclui ainda o lançamento da Rota Estratégica da Indústria Moveleira Paranaense 2035, além de rodadas de negócios nacionais e internacionais, incluindo o Projeto Comprador do Brazilian Furniture, iniciativa da ABIMÓVEL em parceria com a ApexBrasil, ampliando as oportunidades de aproximação entre fabricantes brasileiros e compradores.
Design, inovação e desenvolvimento de produtos também ocupam espaço na programação paralela. O evento recebe a Exposição dos Finalistas e a Cerimônia de Premiação da 2ª edição do Prêmio Design da Movelaria Nacional, além da Casa Conceito, exposições de soluções e tecnologias, visitas técnicas a indústrias e agendas institucionais. Entre elas estão reuniões da direção da ABIMÓVEL e de representantes sindicais do setor de diferentes regiões do país.
Ao começar pela inteligência de mercado, o Congresso coloca uma questão anterior a muitas das decisões que serão discutidas nos painéis seguintes: antes de definir onde investir, o que produzir, como vender ou para onde expandir, como saber se estamos fazendo as perguntas certas ao mercado?
Saiba mais sobre o evento, conheça todos os palestrantes e inscreva-se aqui.
Conheça o palestrante
Marcelo Prado
Economista e Sócio-Diretor do IEMI
Economista com especialização em Gestão Estratégica. Sócio-Diretor do IEMI, referência em inteligência de mercado para os segmentos de Moda e Decoração no Brasil.
Possui 36 anos de experiência em projetos de inteligência e assessoria empresarial; é palestrante com centenas de apresentações no Brasil e no exterior, além de atuar como assessor de entidades empresariais, colunista e ex-professor/consultor.
Confira highlights da edição de 2025

















