Pressione ESC para sair

Copom reduz a taxa básica de juros para 13,75% ao ano

  • Geral
  • 21 de setembro de 2026

Comitê do BC afirmou que levou em conta a desaceleração da inflação e que a decisão “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta”

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, na quarta-feira (16), reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 14% para 13,75% ao ano. O corte de 0,25 ponto percentual, aprovado por unanimidade, marca a quinta redução consecutiva da taxa. Segundo o comitê, a decisão considera a desaceleração da inflação e está alinhada à estratégia de convergência dos preços para a meta estabelecida pelo Banco Central, buscando também suavizar as oscilações da atividade econômica e favorecer o emprego.

No cenário doméstico, o Copom identificou uma moderação gradual da atividade econômica, especialmente nos setores mais sensíveis às condições de crédito, embora o mercado de trabalho permaneça aquecido. A inflação também apresenta sinais de desaceleração, situando-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, mas ainda acima da meta. Nesse contexto, o Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (14), apontou uma revisão das expectativas do mercado financeiro para a inflação de 2026, de 5% para 4,9%.

Apesar do avanço no controle dos preços, o Banco Central reforçou a necessidade de cautela diante das incertezas internas e externas. No Brasil, o comitê segue acompanhando os efeitos da política fiscal sobre a economia e os ativos financeiros. No ambiente internacional, os conflitos no Oriente Médio e as indefinições sobre a política monetária de economias avançadas continuam pressionando os mercados, com possíveis reflexos sobre os preços de commodities e a volatilidade financeira.

A redução da Selic tende a contribuir para a diminuição do custo do crédito, criando condições mais favoráveis ao consumo, aos investimentos produtivos e à atividade econômica. Os efeitos, contudo, ocorrem gradualmente e dependem de outros fatores, como as condições de financiamento e a confiança de consumidores e empresas. Mesmo após o novo corte, o Brasil permanece com a maior taxa de juros reais do mundo, segundo levantamento divulgado após a decisão do Copom, à frente de Rússia e Colômbia.

Mais informações:
https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/09/16/copom-reduz-a-taxa-basica-de-juros-da-economia-a-selic-de-14percent-para-1375percent-ao-ano.ghtml

APOIADORES