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Condições financeiras da indústria da construção seguiram ruins no 2º trimestre de 2026 

  • Geral
  • 27 de julho de 2026

Juros elevados pressionaram margens de lucro e dificultaram acesso ao crédito. Falta ou alto custo da mão de obra e de matérias-primas também atrapalharam o setor

As condições financeiras da indústria da construção continuaram negativas no segundo trimestre do ano, aponta a Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta quinta-feira (23). 

Segundo o levantamento, o índice de satisfação com a situação financeira variou 0,2 ponto em relação ao primeiro trimestre, chegando aos 45,2 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100. Apesar do avanço, o indicador segue abaixo da linha divisória de 50 pontos, refletindo insatisfação dos empresários com as finanças das empresas. 

Já o índice de facilidade de acesso ao crédito cresceu 1,6 ponto, passando de 37,7 pontos para 39,3 pontos. O resultado, no entanto, foi insuficiente para reverter a percepção da grande dificuldade para o acesso a empréstimos e financiamentos pelos industriais. 

Houve também uma melhora do índice de satisfação com o lucro operacional, que subiu 0,4 ponto e alcançou 41,7 pontos. A exemplo dos demais indicadores, o índice também encontra-se abaixo dos 50 pontos, o que revela frustração dos industriais com as margens dos negócios. 

Por outro lado, o índice de evolução do preço médio de insumos e matérias-primas recuou 2,2 pontos, caindo para 66,2 pontos. O resultado mostra que os empresários continuam sentindo o encarecimento desses itens, ainda que de forma menos intensa e disseminada do que no primeiro trimestre. 

O setor tem sido bastante pressionado não só pelas taxas de juros, que encarecem as dívidas das empresas, mas também por uma elevação consistente dos custos, tanto da mão de obra qualificada e não qualificada como dos insumos e matérias-primas, problema que se agravou com a guerra no Oriente Médio

afirma Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

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