
O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manteve na quarta-feira (10), em decisão unânime, a taxa básica de juros fixada em 15% ao ano pela quarta reunião seguida, fechando 2025 com a Selic no nível mais alto em quase duas décadas.
Apesar da desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto) e da pressão do Governo Federal pela queda dos juros, o colegiado do BC optou por uma postura mais conservadora e empurrou os cortes da Selic para 2026, ano eleitoral.
No comunicado, o comitê não sinalizou os próximos passos e manteve a indefinição sobre o início de queda de juros à frente. Reforçou que o cenário atual segue marcado por elevada incerteza, o que exige “cautela” na condução da política de juros, e enfatizou que continuará “vigilante”.
Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria), desaceleração da economia, queda da inflação e perda de ritmo do mercado de trabalho seriam motivos suficientes para mudança nos rumos da política monetária. Apesar da pressão por cortes, a taxa básica termina 2025 no nível mais alto em quase duas décadas.
( * ) Com informações da Folha São de São Paulo e CNI








