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Prévia do PIB aponta crescimento de 1,5% no 1º semestre, mas indústria tem desempenho fraco

  • Geral
  • 24 de agosto de 2026

Serviços lideram a atividade econômica, enquanto o setor industrial registra o menor avanço entre os segmentos avaliados pelo Banco Central

A atividade econômica brasileira cresceu 1,5% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar do resultado positivo no acumulado, o indicador recuou 0,6% em junho ante maio, já descontados os efeitos sazonais.

O crescimento foi sustentado principalmente pelos serviços, que avançaram 2,0% entre janeiro e junho. Na sequência aparecem impostos, com alta de 1,2%, agropecuária, com 1,1%, e indústria, com 0,8% — o desempenho mais fraco entre os setores analisados. Os números mostram que a expansão da economia permanece desigual e encontra menor impulso na atividade industrial.

No segundo trimestre, o IBC-Br registrou crescimento de apenas 0,2% em relação aos três primeiros meses do ano, indicando perda de ritmo. Ainda assim, na comparação entre junho de 2026 e o mesmo mês de 2025, sem ajuste sazonal, a atividade econômica apresentou alta de 2,4%.

O cenário sucede o avanço de 1,1% do PIB no primeiro trimestre, segundo o IBGE, impulsionado pela agropecuária e pelo consumo das famílias. Naquele período, a indústria havia crescido 1%, mas com forte concentração na extração mineral e na construção, enquanto a indústria de transformação, diretamente ligada à produção de bens, ficou praticamente estagnada, com alta de apenas 0,1%.

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