
Em abril de 2026, os indicadores da indústria de transformação mostraram perda de dinamismo: houve queda do número de horas trabalhadas na produção, do emprego e da utilização da capacidade instalada (UCI) em relação a março, ainda que o faturamento tenha avançado. A massa salarial e o rendimento médio cresceram na mesma comparação, em linha com um mercado de trabalho ainda aquecido e com pouco espaço para expansão da ocupação – configuração que tende a pressionar os salários.
O primeiro quadrimestre de 2026 reforça um momento mais fraco da indústria de transformação em relação a 2025. De janeiro a abril de 2026, houve recuo do faturamento, das horas trabalhadas e do emprego frente ao mesmo período do ano anterior.
Isso acontece mesmo depois de os indicadores mostrarem resultados positivos nos primeiros meses de 2026. Avaliamos que essa alta não resultou de um novo impulso da atividade industrial, mas, principalmente, da normalização da atividade industrial, após queda expressiva observada em dezembro.
2 Deflator: INPC-IBGE








