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PIB desacelera e acende alerta para a indústria brasileira

A economia brasileira praticamente estacionou entre julho e setembro, avançando só 0,1%. No mesmo período, a indústria até registrou leve melhora, de 0,8%, mas o fôlego não durou. No acumulado de 12 meses, o ritmo caiu pela metade, de 3% para 1,8%. Já a indústria de transformação cresceu apenas 0,3%, refletindo um cenário de freio puxado.

Entre os fatores que ajudam a explicar essa desaceleração estão os juros altos, que esfriam consumo e investimento; a demanda interna fraca, que limita a produção; e o aumento das importações, que desviam parte do consumo para produtos de fora. A CNI alerta que os impactos dos juros elevados ainda devem aparecer com mais força nos próximos meses.

Ainda assim, a previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano subiu de 2,16% para 2,25%. A estimativa foi publicada no boletim Focus da última segunda-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) passou de 1,78% para 1,8%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,84% e 2%, respectivamente.

( * ) Com informações da CNI e da Agência Estado

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