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07 out

INDÚSTRIA DE MÓVEIS DE SANTA CATARINA AUMENTA EXPORTAÇÕES EM 2015

Para reconquistar mercado externo, empresas investiram em qualidade. Dólar e euro em alta ajudaram a aquecer a venda do setor no estado. Mesmo em um ano complicado para muitos setores, a indústria de Santa Catarina aumentou as exportações. Para reconquistar esse mercado, os empresários investiram em qualidade. As altas do dólar e euro ajudaram a aquecer o setor, como mostrou reportagem do RBS Notícias desta terça-feira (6). As fábricas de móveis de Santa Catarina estão dando a volta por cima. Elas tomaram um tombo, em 2011, quando o mundo estava em crise. Só que, este ano, Estados Unidos e Europa estão comprando mais. São Bento do Sul, no Norte do estado, é a cidade que mais exporta. Uma das fábricas faz 800 beliches por dia, metade para os Estados Unidos e 40% para a Europa. Para ver como o mercado externo está ajudando as fábricas de móveis, é só ver os números. No ano passado, elas exportaram R$ 46 milhões até agosto. Este ano, no mesmo período, já são R$ 54 milhões, um crescimento de 15,6%. Ninguém da indústria previa que o dólar e o euro iam aumentar tanto. Atualmente, essas vendas para o exterior compensam o mercado interno, que não vai bem. INVESTIMENTO EM QUALIDADE Mas o câmbio não é a única explicação para Santa Catarina exportar mais móveis. Depois do tombo de 2011, as fábricas investiram em qualidade para não falir. Atualmente, trabalham com madeira maciça, que os americanos adoram, e tentam produzir mais em menos tempo. "O nosso foco é sempre em ganhos de eficiência e produtividade. Esse eu acho que é o foco para conseguir competir no mercado mundial", explicou o gerente comercial Leonardo Katzer. O resultado é que o polo moveleiro catarinense conseguiu manter quase todos os empregos de um ano pra cá. Mas existe um risco daqui para frente. As empresas temem que o dólar subindo rápido espante os clientes. O ideal seria um preço estável. Para José Antônio Franzoni, do sindicato da indústria moveleira, um rápido aumento do dólar "tumultua os negócios. Cria incertezas em relação ao futuro. Não é bom, nessa dose, nesse momento". ASSISTA O VÍDEO DA MATÉRIA NO SITE G1



Fonte: g1.globo.com


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