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07 fev

Confiança do consumidor cai pelo quarto mês consecutivo, segundo FGV

“O recrudescimento da pandemia e a necessidade de adoção de medidas mais restritivas por algumas cidades geram grande preocupação com os rumos da situação econômica do país e das famílias”. A análise é da coordenadora das sondagens da Fundação Getúlio Vargas, Viviane Seda Bittencourt. Todos esses fatores são refletidos no Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que, segundo a instituição, caiu 2,7 pontos de dezembro de 2020 para janeiro de 2021. Essa foi a quarta queda consecutiva do indicador, que atingiu 75,8 pontos em uma escala de zero a 200, o menor patamar desde junho de 2020 (71,1 pontos).



O Índice de Situação Atual, que mede a confiança do consumidor brasileiro em relação ao presente, caiu 1,6 ponto e chegou a 68,1. Neste caso, o menor nível desde maio de 2020 (65 pontos).



Dessa forma, a percepção dos consumidores em relação à situação econômica geral caiu 1,5 ponto em janeiro. Indo, portanto, para 72,6 pontos e acumulando uma sequência de três quedas consecutivas, segundo constatado pela FGV.



 



Expectativas para os próximos meses



Nesse cenário, houve tanto piora na percepção dos consumidores em relação ao momento atual quanto das perspectivas para os próximos meses. Com o Índice de Expectativas (IE), então, tendo recuado pelo quarto mês consecutivo em janeiro, desta vez em 3,5 pontos, indo para 82,1.



Com expectativas mais conservadoras, consumidores passam a sinalizar um menor ímpeto de compras. Registrando queda de 4,8 pontos, para 58,9 pontos, menor patamar desde julho do ano passado (56 pontos), segundo medição da FGV.



Por fim, a análise por faixas de renda mostra que houve recuo da confiança em todas as famílias. Com exceção nas de renda até R$ 2,1 mil, cujo ICC aumentou 3,2 pontos. Apesar disso, o índice desta faixa de renda mais baixa havia recuado 8,7 pontos no mês anterior. Para as famílias de maior poder aquisitivo, o Índice de Confiança do Consumidor diminuiu 3,1 pontos, influenciado pela expectativa / reserva em relação à situação econômica e ao mercado de trabalho.



Com informações da Agência Brasil



 



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