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18 jun

ABIMÓVEL E EMPRESÁRIOS DO SETOR MOVELEIRO ESTIVERAM EM BRASÍLIA, COM O MINISTRO ELISEU PADILHA, TRATANDO DA DESONERAÇÃO DA FOLHA

Representantes das indústrias moveleiras seguem atuando fortemente nos bastidores para buscar a revogação da inclusão do setor na Lei da Reoneração. Depois de se reunir com deputados em Brasília no início do mês, nesta semana a equipe esteve novamente na capital federal, agora com o Ministro-Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, para tratar sobre o tributo que incide na folha de pagamento das empresas.



Entre os que participaram da reunião, destaque para o Deputado Federal Mauro Mariani, o presidente do SINDUSMOBIL, José Antonio Franzoni e o Presidente da Associação Brasileira do Mobiliário (ABIMÓVEL), Daniel Lutz. Para Lutz, a reunião foi bastante produtiva, “O ministro nos deu bastante atenção, ouviu com calma nossos argumentos, números, o que representa para o setor, e se comprometeu em avaliar melhor a situação”, detalha.



Inclusive, no mesmo dia em que se reuniu com os representantes do setor moveleiro, Padilha teria uma conversa com o presidente Michel Temer, e levaria até ele as preocupações do setor. Além disso, Padilha se comprometeu a intermediar uma reunião junto com o ministro da Fazendo, Eduardo Guardia, que deve ocorrer na última semana de junho.



UNIÃO



Lutz destaca a união do setor em torno do tema, lembrando que todos estão contatando os parlamentares que tem mais proximidade, buscando reverter a situação. “Estamos trabalhando com todos os estados produtores de móveis, com ênfase nos exportadores”, detalha, criticando a Reoneração do setor. “Vai acabar transformando nosso país em um exportador apenas de madeira em toras, e não mais de produtos industrializados”, lamenta.



Se não for vetada, a Lei da Reoneração levará 90 dias para entrar em vigor, passando a valer a partir de setembro. No entanto, o setor está estudando juridicamente o caso, para que passe a valer apenas após o dia 31 de dezembro. A medida, para empresas moveleiras da região, vai custar R$ 20 milhões a mais por ano em impostos.



ENTENDA



A Lei da Reoneração foi aprovada em meio à greve dos caminhoneiros, para ajudar a subsidiar a redução do preço do diesel. A medida estipulou o fim da desoneração da folha de pagamento para 39 setores da economia. O setor moveleiro não estava incluído na medida, mas acabou sendo acrescentado pelo presidente Michel Temer quando foi sancionada.



As empresas atingidas pela Reoneração voltarão a contribuir para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobre a folha de pagamento, o segmento vinha contribuindo apenas sobre o valor da receita bruta, de 2% a 4%, o que era mais vantajoso para as empresas.



 



FONTE: A GAZETA – SÃO BENTO DO SUL


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