ABIMÓVEL apresenta indicadores da indústria moveleira no 1º bi: produção aponta para leve recuperação

Veja os principais resultados da nova edição da Conjuntura de Móveis a seguir

A produção brasileira de móveis e colchões apresentou avanço de 2,7% em fevereiro sobre janeiro de 2022, diminuindo o recuo acumulado no início deste ano em relação ao ano passado. Nesse cenário, o volume produzido no primeiro bimestre de 2022 ficou 30,7% abaixo do montante de peças produzidas em igual período em 2021, quando a indústria moveleira ainda vivia uma demanda aquecida impulsionada pelo isolamento social. 

Ao olharmos para o desempenho acumulado nos últimos 12 meses, porém — com o cessar progressivo das influências mais pontuais provindas dos efeitos da pandemia sobre a cadeia de consumo —, vemos um panorama mais estável, com um declínio de 8,9%.

Volume de peças produzidas em milhões

Em faturamento, a receita da indústria de móveis alcançou o montante de R$ 5,1 bilhões no segundo mês do ano, aumento de 1,9% sobre o mês anterior. Já no acumulado do primeiro bimestre, a queda em valores nominais foi menos intensa do que no volume produtivo, totalizando recuo de 20,5%.

Os dados são da “Conjuntura de Móveis”, relatório mensal produzido pelo IEMI – Inteligência de Mercado com exclusividade para a ABIMÓVEL – Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário

Tais indicadores nos ajudam a desenhar uma leve recuperação na indústria moveleira nacional, que vem investindo fortemente em inovação, tecnologia e na melhoria dos processos produtivos e organizacionais, não só ampliando e otimizando sua capacidade de produção como tornando-se cada vez mais sustentável econômica, ambiental e socialmente. Vale relembrar que só em 2021, o salto de investimentos da indústria moveleira nacional foi de 176% sobre 2020.

E são os resultados destes investimentos, espelhados em produtos com cada vez mais qualidade, tecnologia, funcionalidade, adequação ambiental e design agregado, que vem não só puxando a reestabilização do setor no mercado interno como ampliando a presença dos móveis brasileiros no mercado internacional. 

Importações & Exportações

O consumo aparente de móveis e colchões no mercado brasileiro foi de 25,5 milhões de peças em fevereiro deste ano. Número que representa aumento de 1,4% em relação ao mês anterior. Já a  participação dos produtos importados sobre o consumo interno nacional foi de 3,2% no mês.

As importações no setor, aliás, alcançaram o valor de US$ 15,9 milhões em fevereiro de 2022. Representando, assim, queda de 17,8% em relação ao mês anterior. Em março de 2022, as importações somaram US$ 15,8 milhões, mais uma queda, desta vez de 0,9% sobre fevereiro. 

Já em relação às exportações brasileiras de móveis e colchões, estas registraram faturamento de US$ 69 milhões em fevereiro de 2022. Ou seja, aumento de 11,6% em relação a janeiro. Em março de 2022, novo aumento, de 3,8% comparado com fevereiro, com as exportações no terceiro mês do ano atingindo US$ 71,6 milhõesem breve mais informações sobre o desempenho da indústria brasileira de móveis no comércio exterior durante o primeiro trimestre de 2022. 

Emprego na indústria moveleira

Neste panorama, o volume do emprego na indústria moveleira diminuiu em 0,3% no comparativo de fevereiro com janeiro de 2022. Com o primeiro bimestre fechando com queda de 6,5%. Contudo, nos últimos 12 meses é possível observar um crescimento de 3,6% no volume de ocupação no setor

Questão que puxa um aumento no número de horas trabalhadas tanto na passagem do primeiro para o segundo mês do ano (+3,1%) como também no acumulado de 12 meses (+4,9%). A massa salarial também aumentou em fevereiro: +0,7%, na comparação mensal, atingindo R$ 1.375,31, mas ainda abaixo do praticado no ano passado. 

Já o preço médio de produção de móveis foi de R$ 192,88 por peça em fevereiro de 2022. Queda de 0,75%, em relação ao mês anterior. No ano, houve alta de 16,9%.

Varejo de móveis e colchões

No varejo, as vendas de móveis e colchões, em volume, caíram 6,4% em fevereiro de 2022 na comparação com o mês anterior. Enquanto, no acumulado no ano, o índice registrou queda de 6,6%.

Em receita, as vendas do setor foram de R$ 7,8 bilhões em fevereiro de 2021, recuo de 4,9% na comparação com janeiro. No acumulado do ano, houve aumento de 5,6%.

Segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os preços nacionais de mobiliário continuam aumentando na ponta, atingindo aumento de 1,81%, em março frente a fevereiro de 2022, dado mais recente. No acumulado do primeiro trimestre, o índice registra um acúmulo de 6,80%.

Veja o resumo dos principais indicadores do setor moveleiro nos primeiros meses do ano:

CONJUNTURA DE MÓVEIS

Os relatórios mensais intitulados “Conjuntura de Móveis” são concebidos para facilitar o monitoramento da ABIMÓVEL – Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário e seus associados em relação ao desempenho do mercado de móveis e colchões no Brasil.

Para tanto, são examinados mensalmente os percentuais de evolução da produção física, pessoal ocupado, média salarial, produtividade do setor, importações e exportações, vendas do varejo de móveis, inflação e aquisição de máquinas, conforme os últimos dados disponíveis em diferentes fontes oficiais de consulta do IEMI – Inteligência de Mercado.

A Conjuntura está disponível na área aberta do site da entidade. Para acessar e baixar o relatório em PDF é só clicar sobre o link: http://abimovel.com/capa/acervo-digital/.

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Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário – ABIMÓVEL


Imprensa: press@abimovel.com
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